Região de Uberlândia mantém geração de empregos no trimestre e março registra saldo positivo de 2,4 mil vagas

A região de Uberlândia (MG) manteve saldo positivo na geração de empregos formais ao longo do primeiro trimestre de 2026. Em março, foram registradas 17.531 admissões e 15.058 desligamentos, resultando na criação de 2.473 vagas com carteira assinada. No acumulado de janeiro a março, o saldo chega a 3.905 postos.

A regional abrange os municípios de Araguari, Araporã, Campina Verde, Canápolis, Cascalho Rico, Centralina, Indianópolis, Monte Alegre de Minas, Prata, Tupaciguara e Uberlândia, que seguem com movimentação do mercado de trabalho ao longo do início do ano .

O resultado de março foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, responsável por cerca de 44% das admissões, seguido pelo comércio, com aproximadamente 23%, e pela indústria, com cerca de 12%. A construção civil e a agropecuária também contribuíram para a geração de vagas .

O perfil das contratações permanece concentrado em trabalhadores com ensino médio completo, além de maior participação de jovens entre 18 e 24 anos, padrão que se mantém ao longo do trimestre.

Para Danieli Covaleski, gerente da  Employer Recursos Humanos na região de Uberlândia, o comportamento do período indica continuidade na dinâmica de contratações. “Os dados mostram uma manutenção do fluxo de admissões ao longo do trimestre, com destaque para serviços, comércio e indústria, setores com forte presença na economia da região”, afirma.

Brasil ultrapassa 613 mil vagas no trimestre

No cenário nacional, os dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam a criação de mais de 613 mil empregos formais entre janeiro e março de 2026. Em março, foram geradas cerca de 228 mil novas vagas com carteira assinada.

O setor de serviços liderou a geração de empregos no período, seguido pela construção civil e pela indústria. O comércio apresentou retração no acumulado do trimestre, em linha com o comportamento sazonal após o fim de ano.

A abertura de vagas ocorreu na maior parte das unidades da federação, com resultados distribuídos entre diferentes regiões do país.

Trabalho temporário acompanha movimentação do mercado

O trabalho temporário também acompanhou a dinâmica do mercado formal no período. Em março, Minas Gerais registrou 3.534 admissões nessa modalidade e, no acumulado do trimestre, foram 9.105 contratações. No Brasil, o volume chegou a 96.007 admissões no mês e 279.563 nos três primeiros meses do ano.

Segundo Danieli Covaleski, a modalidade segue sendo utilizada como alternativa para atender demandas específicas das empresas. “O trabalho temporário permite maior flexibilidade na gestão das equipes e também amplia as oportunidades de ingresso no mercado formal, especialmente em regiões com forte atividade nos setores de serviços, comércio e indústria”, destaca.

A tendência é que esse tipo de contratação continue sendo utilizado ao longo do ano, especialmente em atividades com maior variação de demanda.

Direitos do Trabalhador Temporário

Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.

Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.


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