Custo de vida em Uberlândia dispara e cesta básica pesa cada vez mais no bolso das famílias

O custo de vida em Uberlândia continua pressionando o orçamento das famílias. Dados divulgados pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU) mostram que a inflação local e os preços dos alimentos seguem impactando diretamente o bolso dos moradores.

Os boletins mais recentes apontam que a cesta básica registrou sucessivas altas ao longo de 2026. Em abril, o conjunto dos 13 produtos essenciais chegou a R$ 772,49, acumulando aumento de 12,12% no ano. Entre os itens que mais encareceram estão leite, tomate, banana e batata.

Os levantamentos do CEPES também mostram que o custo da alimentação tem consumido uma parcela significativa da renda dos trabalhadores. Em janeiro, a cesta básica já ultrapassava R$ 709, e um trabalhador que recebia salário mínimo precisava destinar cerca de 46% do rendimento líquido apenas para a compra dos alimentos básicos.

Além da alimentação, despesas como transporte, habitação e serviços também influenciam diretamente a inflação registrada na cidade. Os índices do IPC-CEPES mostram que os gastos das famílias uberlandenses seguem em trajetória de alta ao longo do ano.

Especialistas apontam que o cenário exige cada vez mais planejamento financeiro. A combinação entre aumento dos preços dos alimentos, moradia e serviços tem reduzido o poder de compra de muitas famílias, principalmente aquelas com renda mais baixa.

Uberlândia segue como um dos principais polos econômicos de Minas Gerais, atraindo novos moradores e investimentos. No entanto, o crescimento da cidade também vem acompanhado de desafios relacionados ao custo de vida, realidade percebida diariamente por quem precisa equilibrar as contas no fim do mês.

A situação acende um alerta para consumidores, comerciantes e autoridades, já que a evolução dos preços influencia diretamente a economia local e o padrão de vida da população.

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