No próximo domingo, 5 de julho, às 14h, a cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, fará parte de uma grande engrenagem global de paz. Grupos locais de Dança Circular Sagrada se reunirão no Quiosque Central do Parque do Sabiá (com entrada sugerida pelo Bairro Tibery) para celebrar o Dia Mundial da Dança Circular.
O evento gratuito integra um movimento internacional que, em sua 11ª edição, projeta reunir mais de 400 grupos ao redor do planeta para dançarem simultaneamente sob o lema de união, compaixão e cura global.
O encontro na cidade mineira conta com o patrocínio e apoio institucional do Grupontapé, companhia de teatro da região, e une forças de diversos coletivos locais que se revezarão na focalização (condução) da grande roda: Aysu - alma em movimento, Ciranda de Luz, Flores de Minas Dança Circular, Katia Lou (Grupontapé), Minas Rio e Udi Amigos Dançantes.
As informações oficiais do evento e materiais em múltiplos idiomas estão centralizados na plataforma do Global Circle Dance Day, onde os organizadores estimulam que grupos de todas as nações registrem suas atividades para fortalecer a corrente virtual.
Para Katia Lou, cofundadora do Grupontapé, focalizadora de Dança Circular em Uberlândia e uma das organizadoras do movimento na cidade, destaca a urgência e a beleza do encontro: "A Dança Circular vai muito além do movimento físico; ela é uma linguagem universal que rompe fronteiras e conecta corações. Em um momento em que o mundo tanto precisa de cura, somos chamados a nos unir em espírito no Parque do Sabiá para despertar a esperança e gerar uma egrégora de amor, alegria e paz. Ver os grupos de Uberlândia unidos nesta grande roda, com o apoio do Grupontapé, mostra a força da nossa comunidade em sintonizar com esse campo global de compaixão. Todos estão convidados a dar as mãos e dançar conosco, independentemente de terem experiência anterior ou não."
O que é a Dança Circular Sagrada?
Nascida a partir do resgate de danças folclóricas e tradicionais de vários povos, a Dança Circular Sagrada utiliza o formato da roda para promover o sentimento de pertencimento, cooperação e igualdade. Na roda, não há hierarquia: todos se olham, apoiam-se mutuamente e partilham do mesmo ritmo, transformando o ato de dançar em uma meditação em movimento voltada para o bem-estar coletivo.