UFU aponta melhora nas finanças de Uberlândia, com queda da dívida e aumento da arrecadação própria

Um levantamento divulgado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) mostra que as finanças públicas de Uberlândia apresentaram sinais de melhora no segundo bimestre de 2026. O estudo foi elaborado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais (Cepes/UFU) e analisa o comportamento das contas do município nos meses de março e abril deste ano.

Apurado pelo Plantão Uberlândia, o boletim reúne indicadores fiscais que permitem acompanhar a saúde financeira da administração municipal, avaliando aspectos como arrecadação, despesas, endividamento, disponibilidade de caixa e capacidade de investimento.

Entre os principais resultados, o levantamento aponta que o município registrou um superávit primário de 1,9%, indicando que as receitas superaram as despesas no período. Segundo os pesquisadores, o resultado reforça uma tendência de equilíbrio das contas públicas observada ao longo de 2026.

Outro dado destacado é a redução do endividamento do município. De acordo com o Cepes, a dívida consolidada corresponde atualmente a 20,1% da Receita Corrente Líquida, percentual inferior ao registrado em 2021, quando atingiu aproximadamente 29%, representando uma trajetória de queda nos últimos anos.

O estudo também mostra que a arrecadação própria da Prefeitura aumentou e passou a representar 53,3% de toda a receita municipal. Para os pesquisadores, esse indicador demonstra maior capacidade do município de gerar recursos por meio de tributos locais, reduzindo a dependência de transferências de outras esferas de governo.

Em relação ao caixa da Prefeitura, o levantamento aponta que Uberlândia possui recursos equivalentes a aproximadamente 1,9 mês de despesas, índice considerado levemente abaixo da média de cidades brasileiras com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes. Apesar disso, os pesquisadores destacam que houve recuperação em comparação aos últimos anos.

Outro indicador analisado foi o pagamento da dívida pública. Mesmo com a redução do endividamento total, o custo relacionado aos juros e amortizações permaneceu elevado, representando 5,23% das receitas do município durante o período analisado.

O boletim também aponta que o grau de rigidez das despesas ficou em 32,3%, percentual considerado favorável por permitir maior flexibilidade para que a administração municipal possa ajustar investimentos e despesas conforme as necessidades da cidade.

Outro ponto observado pelos pesquisadores foi a mudança no critério utilizado para contabilizar os gastos com pessoal. Segundo o Cepes, a Prefeitura alterou a metodologia adotada anteriormente, deixando de incluir despesas com trabalhadores terceirizados nesse cálculo. Com isso, o comprometimento das receitas com pagamento de pessoal passou para 31,4%, índice inferior ao registrado em anos anteriores utilizando a mesma metodologia.

Segundo a equipe responsável pelo estudo, o boletim não apenas apresenta um retrato das finanças públicas atuais de Uberlândia, mas também oferece indicadores importantes para acompanhar a evolução da gestão fiscal e subsidiar análises sobre o planejamento financeiro do município.

O levantamento completo está disponível no portal do Cepes/UFU e traz informações detalhadas sobre receitas, despesas, endividamento, arrecadação e outros indicadores relacionados às finanças públicas de Uberlândia.

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